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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Kuso Miso Technique

Autor Junichi Yamakawa
Tradução Fernanda (baraplace)
Click para Baixar

*Curiosidade 
Esse mangá ficou famoso pela sua história peculiar, estereotipada e até bem engraçada dos gays que fazem pegação no banheiro: um estudante que estava com vontade de urinar faz "sexo" no banheiro com um mecânico que encontrou no caminho. 
Ele foi publicado em 1987, mas só agora ganhou fama e virou piada na internet até fpra do circuito de fãs de gei comi no Japão, ganhando montagens de photoshop, vídeos de pessoas recitando as falas, animes, cosplay etc. As frases da história: "Uho! Ii otoko!" (Uau, que homem gostoso), "Aah!" e "Yaranaika?" ("Vamos fazer isso?), viraram gíria no Japão.



















Abaixo uma animação inspirada nesse gei comi.






segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ike Reibun



Ike Reibun é uma mangaká que escreve Boys Love (Yaoi), mas algumas de suas histórias tem tanto apelo sexual e seus personagens, tanto o uke (passivo) quanto o seme (ativo), são tão viris e másculos que seu estilo pode ser considerado mais Bara do que Yaoi.
Seus enredos são bem excitantes, utilizando rapazes de colégio, homens de negócios e até lobisomens, em situações em que o mais forte domina o mais fraco, tornado-o o passivo.
Seus personagens não são tão musculosos, quanto os de Jirayia, mas tem corpos bem definidos e rostos masculinos.
Vale a pena conferir suas histórias pela sua conotação realista e condizente com a realidade homossexual.

click para ler uma de suas histórias.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pornografia e Censura no Japão

Por Bara Otaku


A indústria da pornografia é, provavelmente, tão antiga como o próprio mundo. No Japão, a produção de desenhos eróticos começa ao final do 1º milênio, para consumo exclusivo da corte. A função primeira destes desenhos, denominados shunga, era, obviamente, a estimulação visual, mas também eram utilizados para ensinar aos jovens a se comportarem em questões de sexo, desde os preliminares até à higiene. A maior parte dos desenhos representava cenas heterossexuais, mas também era comum a representação da relação homossexual, já que para a sociedade japonesa, até o século XVII, o sexo entre dois homens fortalecia a relação entre eles ou provava a grande importância de um para o outro, também era comum a prática do shudo (jovens rapazes se preocupavam em dar prazer aos guerreiros mais velhos).



Curiosamente, devido à nudez não ter conotações eróticas no Japão, as figuras encontravam-se quase totalmente vestidas e revelavam somente os órgãos sexuais com tamanhos exagerados. Os shungas foram comercializados de várias formas, atingindo preços elevados e os artistas, trabalhando para empresários do ramo, faziam bom dinheiro. As autoridades fizeram diversas tentativas para limitar ou mesmo banir este género, todas sem sucesso.



Hoje, o mercado japonês de sexo é grande, com publicações de revistas e distribução de filmes, inclusive para o público gay. Talvez as revistas mais famosas no Japão sejam a Badi e a G-Men, destinada aos homossexuais. Mas a censura no Japão é muito rígida quando se trata de mostrar um homem pelado numa situação erótica. Muitas vezes as revistas gays que mostram esse tipo de foto são obrigadas a mutilar a foto, mostrando só o modelo pelado da cintura pra cima, ou só publicar as fotos com o modelo numa posição em que o pênis não apareça direito. E a mesmíssima coisa em relação aos mangás e animes: ainda hoje, muitas cenas que mostram homens pelados são censuradas, cobrindo a genitalha com riscos ou trarjas em parte da glande. Também nos filmes costumam cobrir a genitália dos atores com sombreados, tudo isso de acordo com as normas do Eirin, o peculiar código de censura que vigora no Japão.



Fontes: www.centrogb.blogspot.com/2008/04/homossexualidade-no-japo.html
www.gay-art-history.org/gay-history/gay-art/gay-art-japan/ishikawa-toyonobu-gay-brothel/gay-sex-man-boy-japan.html
www.plugadoscomdeus.blogspot.com/2010/02/pornografia-realidade-perigos.html
www.wapedia.mobi/en/Bara_(genre)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O que é Yaoi, BL, GEI-Comi e Bara Comic?

Os Registros de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) no Japão remontam a tempos antigos, na verdade, em algumas vezes na história japonesa, o amor entre homens era visto como a forma mais pura do amor.


Referências ao amor gay podem ser encontrados em alguns dos primeiros textos japoneses, escritos no século 8, como "Kojiki" (古事记) e no "Nihon Shoki" (日本书纪). Hoje, a relação homossexual no Japão, encontra certos preconceitos, tanto que existe um grande número de gays não assumidos com conjuges femininos.

O mesmo não ocorre na sua literatura. Há uma grande popularização dos mangás (revista de história em quadrinhos japonesa) com temática homo, inclusive do lado de cá. Esses mangás gays, são chamados aqui no ocidente, de yaoi, mas, na verdade, esta é apenas uma das suas categorias.

Os Yaoi são um gênero de anime e mangá sobre o romance entre homens sob a visão feminina, por isso a relação entre seus personagens tem caracteristicas iguais às relações heterossexuais, tendo um dos parceiros o papel referente ao da mulher, já que, na verdade, o yaoi deriva-se do Shoujo, a categoria de mangá voltada para o público feminino. O termo "Yaoi" é um acrônimo para a frase "Yama Nashi, o chi Nashi, i mi Nashi", que significa "Sem climax, sem resolução, sem sentido" mas também é entendido como uma brincadeira "Ya mete, o Shiri (GA) i tai", que significa literalmente "Pára, meu traseiro dói!").

Nos anos 70, Moto Hagio, uma das "mães" do shoujo, lançou um mangá chamado Tooma no Shizou (O coração de Thomas), que conta a história de um garoto europeu que se apaixona por seu melhor amigo. Desde então, mangás desse gênero começaram a ser publicados, no Japão, em uma revista chamada June, famosa por seus shoujos.

 
                O Coração de Thomas, 1973

A popularização do yaoi no Japão, só veio mesmo na década de 80 com os doujishis-yaoi (Mangás feitos por fãs) de obras famosas como Cavaleiros do Zodíaco, Super Campeões e Yu Yu Hakusho, e hoje há outros como Naruto, Bleach e obras que não são inspiradas em mangá, como Harry Potter.
  
  

No Japão, o termo yaoi tem sido largamente substituído pela rubrica Boys' Love (ボーイズラブ , Bōizu Rabu) ou "BL" ( "Boys' Love") já que yaoi lá é um termo pejorativo.

Outra categoria de mangás gays são as Gei-Comi ("gay-quadrinhos"), histórias em quadrinhos escritas com temáticas dirigidas de fato ao público homossexual. Diferente dos Yaois que atribuiem a um dos parceiros (sempre o passivo) o papel feminino heterossexual estereotipado, as GEI-Comi geralmente mostram que ambos os parceiros são másculos em um relacionamento igual.


O termo “Bara” derivou da palavra Barazoku, que quer dizer Literalmente "Rosa da Tribo". A Barazoku foi a primeira e mais duradoura revista gay japonesa, publicada desde 1971, composta de artigos e histórias curtas, aconselhamentos, entrevistas, notícias e que ganhou fama através das imagens explícitas de homens masculinos e musculosos. Ela cessou sua publicação, em 2004, devido à falência.

Hoje, A palavra Bara, no Japão, é uma giria que designa uma relação gay entre um homem seme (ativo) e outro uke (passivo), ambos bem másculos.


Capa do número inaugural da Barazoku (Setembro 1971) e Duas páginas promocionais do nº 2 (novembro 1971, pp. 58-59). A ilustração é de um contribuinte de Osaka.